Pensava que as tinha.
Fechadas dentro de mim, lugar a que não teria mais de voltar:
imundo, fétido, esquelético esquecido.
Sentia-o bem longe, corpo e aquilo a que chamam mente, ele também mente. Outros olhavam a cama que a consumia, nada faziam. Leito-morte e respeito. Não lembro. Não esqueço. Antes lembrar e esquecer...
Vejo uma parede... não, quatro paredes brancas, são altas, são fechadas, puras inatas. É tecto, é chão, tudo espelho que não retorna imagem. Ali no cantinho sozinha, coisinha, insecto a libelinha ali Morria... Morria muito tempo, Morria, excepto ninguém...
És mal, és má, doença, aquilo que ninguem quer ter, ser ou sonhar. Uma carraça nojenta, esfrego-te e não sais, minha puta!
Libelinha menina, Morria tanto quanto podia... o único contacto com o exterior é dor.
Que grande temporal minha flor! Não te compreendo mas és minha, és a minha flor... eu ajudo-te, meu amor. Dou-te tanto quanto precisas, dou-te comida, um abrigo, um circo de cor... porque és a minha flor, Flor da Murta... não te empresto um sentimento nem um coração, pois isso também não sei dar... só pena e compaixão. Não precisas chorar, minha flor, todo o teu corpo é sanígeno e, o Resto que importa?
Ninguém compreende em mim, algum dia quero raiva. Não me deixam voar mais, quero voltar deste morrer para dar um gostinho de prato frio a quem me encheu a pança de... pois sou a libelinha, que ainda está para sair.
Um dia...
Fechadas dentro de mim, lugar a que não teria mais de voltar:
imundo, fétido, esquelético esquecido.
Sentia-o bem longe, corpo e aquilo a que chamam mente, ele também mente. Outros olhavam a cama que a consumia, nada faziam. Leito-morte e respeito. Não lembro. Não esqueço. Antes lembrar e esquecer...
Vejo uma parede... não, quatro paredes brancas, são altas, são fechadas, puras inatas. É tecto, é chão, tudo espelho que não retorna imagem. Ali no cantinho sozinha, coisinha, insecto a libelinha ali Morria... Morria muito tempo, Morria, excepto ninguém...
És mal, és má, doença, aquilo que ninguem quer ter, ser ou sonhar. Uma carraça nojenta, esfrego-te e não sais, minha puta!
Libelinha menina, Morria tanto quanto podia... o único contacto com o exterior é dor.
Que grande temporal minha flor! Não te compreendo mas és minha, és a minha flor... eu ajudo-te, meu amor. Dou-te tanto quanto precisas, dou-te comida, um abrigo, um circo de cor... porque és a minha flor, Flor da Murta... não te empresto um sentimento nem um coração, pois isso também não sei dar... só pena e compaixão. Não precisas chorar, minha flor, todo o teu corpo é sanígeno e, o Resto que importa?
Ninguém compreende em mim, algum dia quero raiva. Não me deixam voar mais, quero voltar deste morrer para dar um gostinho de prato frio a quem me encheu a pança de... pois sou a libelinha, que ainda está para sair.
Um dia...
4 comentários:
Bem, parece que vou estrear isto =P Estou a ver que para além dos dotes na fotografia e manipulações a menina também tem jeito para a escrita! Um texto forte que gostei particularmente. Agora vamos a ver mais posts!
wow! :|
tao tao tao bonito!
hás-de me dizer o nome do escritor :)
a não ser que tenhas sido tu, se foste :O meu deus! és a mulher dos 7 oficios :)
parabens ;)
abraço :D
Poderosas palavras, poderosas imagens. E sentidos. E reviver, morder, porque não? Arre, se alguém nos impede.
Suas palavras carregam em si uma cor cinza chumbo... sinto muita afinidade com a intensidade das tus imagens!
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